domingo, 27 de maio de 2012

REFLETINDO SOBRE UNIDADES DE APRENDIZAGEM E A SELEÇÃO DE TEMAS SIGNIFICATIVOS




Para uma melhor compreensão do tema em questão, irei a priori tecer considerações sobre as imagens do livro “A Vida na Escola e a Escola da Vida” de autoria de Claudios Ceccon, Miguel de Oliveira e Rosiska de Oliveira.
Estas imagens nos remetem a uma situação de opressão onde na escola “o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil, sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade” (PAULO FREIRE, 1968) sendo assim, o pensador nos propõe que “as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar”. Essa nova maneira de atuarmos liberta-nos do estilo tradicional, pois estávamos arraigados ao mundo de posições rígidas e autoritárias, dando espaço ao trabalho “a partir da construção coletiva, em grupo de professores, de unidades de aprendizagem.” (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008).
Abordando os temas significativos sabemos que estes são necessários para que principalmente o aluno se sinta motivado o suficiente para então participar com entusiasmo, Pozuelos (1997) ressalta que é relevante esclarecer quais são as idéias da equipe de professores em relação ao tema, que obviamente serão diversas. Entendemos que a riqueza da unidade de aprendizagem se faz quanto mais explicitado estiver o conhecimento inicial de todo o grupo, pois a diversidade vai facilitar o diálogo, a argumentação, a pesquisa.
Segundo GALIAZZI, GARCIA e LINDEMANN “Elaborar Unidades de Aprendizagem [...] pode ajudar a superar o planejamento sequencial como réplica oferecida nos livros didáticos, da mesma forma que pretendemos dialogar dialeticamente com as formas atuais de entender a estruturação de um currículo”.
Quanto a organização dos conteúdos eles aparecem, mas não numa sequencia; GALIAZZI, GARCIA e LINDEMANN dizem ao discordar desse compromisso tácito, propomos fazer unidades de aprendizagem como modo de contar uma história diferente. História em que nós, professores, ao escrevê-la por outros caminhos, nos tornamos os próprios autores. Essa história, no entanto, não despreza os livros didáticos, dialoga com eles e com tantos outros, agrega, sintetiza, amplia diálogos teóricos e práticos, e nisso vai configurando um professor, e, melhor ainda um grupo, com competência profissional para mudar a escola.
Falando no planejamento sabemos que este é imprescindível a fim de que possamos desenvolver todas as atividades com êxito, pois um planejamento é geralmente descumprido em função da riqueza de acontecimentos na sala de aula e seu entorno sociocultural. (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008)
A respeito das avaliações elas devem ocorrer durante todo o tempo de desenvolvimento das unidades de aprendizagem e devemos “estar atento aos sinais que emergem na prática da sala de aula e que podem indicar os limites e as possibilidades do trabalho desenvolvido. Para isso, o registro das impressões da aula, os trabalhos dos alunos em forma de portafólios, a avaliação do grupo podem fornecer dados para uma avaliação mais sistemática e fundamentada da unidade. (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008).

Referências bibliográficas
ROMÃO, José Eustáquio; Paulo Freire - O mentor da educação para a consciência. Disponível em:  http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml. Acessado em: 14 de outubro de 2010.
GALIAZZI, Maria do Carmo; GARCIA, Fabiane Ávila; Construindo caleidoscópios: organizando Unidades de Aprendizagem. Disponível em: <http://www.remea.furg.br/mea/remea/vol9/aut5art9.ppdf>. Acessado em: 13 de outubro de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário