Buscando tornar evidente a realidade que nos cerca, a fundamental importância e quão útil é a leitura para nosso crescimento intelectual, sabemos que entre tantos problemas pelos quais a educação tende a enfrentar, precisamos citar o desinteresse pela leitura, pelo hábito de ler, com isso entendemos que esta é uma dificuldade nacional. O Brasil é um dos países, estatisticamente falando, que menos produz leitores, os índices são alarmantes quanto ao hábito de ler, mas essa afirmativa poderia ser diferente, e o hábito da leitura, tornar-se-ia uma constante onde essa atitude passasse a fazer parte da rotina do brasileiro. Essa realidade seria claramente modificada se os programas de incentivo a leitura fossem mais abrangentes, onde fossem incentivadas as crianças, os jovens, os adultos, os velhos e que todas as escolas, sem exceção, tivessem um espaço destinado a esse fim, mas com uma estrutura significativa, com um acervo atualizado, ambientes impreterivelmente com pessoas capacitadas que fossem apaixonadas pela leitura e que se comprometessem com “o fazer acontecer” e que assim como o aluno, a família também fosse estimulada com atenção, e condições suficiente para que esse processo se tornasse, não apenas, uma rotina que chegasse a exaustão, mas que fosse uma atividade natural e que viesse a se multiplicar em salas especiais, em parques, avenidas, jardins, hospitais, presídios, expandindo para todos os lugares, se tornando um hábito diário, fazendo com que desde pequenos tenhamos em mãos um livro, um gibi, uma revista, um jornal, enfim algo que nos fosse prazeroso e que nos desse uma visão melhor e mais real da sociedade que nos cerca, para assim não só possuirmos consciência crítica, mas, sermos críticos e construtivos.
Através dos recursos metodológicos que fizeram com que refletíssemos sobre projetos na educação, pude analisar que é em conformidade com as tecnologias, que temos a oportunidade de vivenciar estratégias de aprendizagem que levam nosso aluno a despertar, de certa forma, o interesse pela leitura e pela busca do conhecimento, pois, vivendo em meio ao avanço tecnológico, que nos causa fascínio pela gama de inovações que surgem e proporcionam ao ser humano mais praticidade em todos os aspectos, temos a nítida certeza que o conjunto de informações e de conhecimento tecnológico nos desafia e como profissionais que somos nos preocupamos com a educação e o aprendizado de um modo geral, pois certamente a realidade que se avizinha vem a promover, através das novas tecnologias, grandes transformações na cultura e na educação que vivenciamos no momento, mas na verdade a tecnologia sempre fez parte do nosso dia a dia onde sempre se fez uso sem que percebêssemos o quanto dependíamos dela.
Utilizamos as tecnologias em nosso cotidiano há muito tempo e quase nem percebemos e nem paramos para refletir sobre seu uso, porque já estamos acostumados com ela. (ECO, 2006)
A cada dia surgem novos aparatos tecnológicos, portais educacionais, redes colaborativas, blogs. Esses Ambientes Virtuais de Aprendizagem são recursos pedagógico-digitais, subsídios valiosos e possibilidades para transformar a maneira de ensinar e aprender, mas todo esse avanço tecnológico torna-se desafiador para muitos professores que resistem em colocar em prática todas as possibilidades que as TICs nos oferecem.
É grande a tentação de condenar ou ignorar aquilo que nos é estranho. É mesmo possível que não nos apercebamos da existência de novos estilos de saber, simplesmente porque eles não correspondem aos critérios e definições que nos constituíram e que herdamos da tradição. (LÉVY, 1993, P. 117).
As relações escola, família e comunidade sempre foram marcadas pelo distanciamento. A comunidade não se envolve muito na vida da escola e vice-versa. Observa-se a cada dia o quão é preciso reconstruir o papel da escola perante sua clientela e perante a comunidade na qual está inserida. Essa relação deve ser bastante íntima, inseparável, pois a sociedade, para sobreviver e se transformar necessita da escola e dos indivíduos.
Piaget (1973) considera que “o conhecimento humano é essencialmente coletivo, e a vida social constitui um dos fatores essenciais da formação e do crescimento dos conhecimentos...”. (Piaget, 1973 p. 17).
Mas para que a escola se transforme em sua totalidade, é essencial que a reflexão sobre seu papel seja feito coletivamente. Pensando nisso, o Projeto de Leitura - Leia Comigo surge da necessidade de alternativas para solucionar problemas de leitura, escrita e aprendizado em geral dos meus alunos do 2º ano, também sabemos que a leitura é a porta de acesso à informação pelo indivíduo, e, portanto deve ser uma tarefa compartilhada com a escola, família e sociedade em geral. Assim sendo aposto no Projeto de Leitura – Leia Comigo e no apoio da família para suprir tais dificuldades que encontramos no dia-a-dia, pois segundo Piaget (1973),
“... cooperar na ação é operar em comum, isto é, ajustar por meio de novas operações (qualitativa ou métrica) de correspondência, reciprocidade ou complementaridade, as ações executadas por cada um dos parceiros”. (Piaget, 1973, p. 105).
A leitura de modo geral não só nos fornece instrução, mas é sobre tudo educação, pois é através dela que criamos hábitos de reflexão, análise, concentração, autonomia, sendo que nesta era de mudanças rápidas, para as gerações que estão em sala de aula é essencial manterem-se atualizados e fazerem da leitura mais que um hobby, devemos sim optar por um projeto sério e criativo de incentivo a leitura que venha proporcionar o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da linguagem, a fluência na linguagem oral e escrita, o aumento no vocabulário e a melhora na gramática. A leitura nos permite aprender qualquer assunto, melhora as relações humanas e enriquece os contatos pessoais que facilitam o desenvolvimento de habilidades sociais para melhorar a comunicação e a compreensão, facilita a capacidade de pensar e permite expor nosso próprio pensamento. A leitura é um passatempo que dura uma vida que pode ser desfrutado em qualquer tempo, lugar e circunstância, nos liberta dos males da atualidade como a solidão, a depressão e o consumismo compulsivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
MANTOVANI, Ana Margô. Blogs na Educação: Construindo Novos Espaços de Autoria na Prática Pedagógica - UNILASALLE – Centro Universitário La Salle, Avenida Victor Barreto, 110, CEP 92010-000 – Canoas - Brasil
ECO, Umberto. Da Internet a Gutenberg. Conferência apresentada The Italian Academy for Advanced Studies in America em 12 de november de 1996. Disponível em: <http://www.inf.ufsc.br/~jbosco/InternetPort?.html>. Acessado em 10 set. 2006.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 1993.
ARAUJO, Marcia Santiago de. Construindo conceitos no Ensino Médio para sentir, pensar e atuar no ambiente. Dissertação (Mestrado). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2003.
SANTOS, Maria de Fátima do Prado dos. Um olhar sobre a avaliação e suas possibilidades na metodologia dos Projetos de Aprendizagem. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2006.
SOARES, Joana Beatriz Figueiredo. Projetos de aprendizagem nos anos iniciais: construção de saberes e prática da competência comunicativa. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2007.
REIS, Leila Pereira dos. A Geografia no contexto dos Projetos de Aprendizagem do Ensino Fundamental. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2007.
PIRES, Luci Maria Leal. Vivenciando a implantação do Projeto Escola – Comunidade – Universidade em uma comunidade escolar. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2006.
SILVA Sônia Mara Gil da. Educação Infantil: relato de experiência em Projetos de Aprendizagem. (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2008.
PIAGET, J. (1973) Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Forense.

Nenhum comentário:
Postar um comentário