domingo, 27 de maio de 2012

PROJETO DE AÇÃO NA ESCOLA

PROJETO DE LEITURA LEIA COMIGO
Tema: Leitura
Introdução
Partindo da necessidade e das dificuldades encontradas no processo de alfabetização, vejo neste projeto de leitura, que será desenvolvido durante os trimestres deste ano letivo, a possibilidade de refletir sobre o processo de ensino-aprendizagem da oralidade, leitura e escrita dos alunos do 2º ano, da turma 22, da E. E. E. B. Manoel Vicente do Amaral, pois acredito na idéia da construção do novo no diálogo entre professor, aluno e família com o conhecimento. Além disso, sabemos que as crianças utilizam informações objetivas para aprender, mas também usam preferencialmente a brincadeira e os jogos de faz-de-conta para fazê-lo, muitas vezes falando alto para poderem ampliar seus conhecimentos a partir de um jogo entre a novidade que está sendo apresentada a elas e o que já conheciam sobre o assunto.
Justificativa
Nos dias de hoje, parece-nos inegável a importância da leitura e de saber ler, para que os cidadãos se integrem plenamente na vida quotidiana, em termos profissionais e em termos de lazer. A formação de crianças leitoras começa muito cedo, sendo a família a primeira instituição a promover e a colaborar nessa formação. Alguns estudos põem em evidência o papel desempenhado pela família da criança, na formação do gosto pela leitura e de hábitos de leitura. O adulto pode ser um intermediário afetivo, entre a criança e o texto, tornando deste modo o momento da leitura num momento de grande sensibilidade e de grande ternura. A família deve promover e facilitar o contato da criança com o livro e com outros materiais impressos, despertando nela o desejo e a curiosidade de ler e fazendo da leitura uma rotina de prazer, sendo assim, o Projeto Leia Comigo surge da necessidade de alternativas para solucionar problemas de leitura, escrita e aprendizado em geral dos meus alunos do 2º ano, pois, diante de diferentes situações constatei que a rotina de atividades não estava sendo na maioria das vezes produtiva e que era perceptível em alguns alunos a dificuldade de reconhecer as palavras, concentrar-se, ter uma leitura compreensiva, expressar opiniões, emoções, sentimentos, assimilar conhecimento e ter um bom convívio social, porém o processo de aprendizagem se estabelece diariamente na escola, onde o aluno, ao assimilar novas informações, aplica-as em situações diversas, também sabemos que a leitura é a porta de acesso à informação pelo indivíduo, e, portanto deve ser uma tarefa compartilhada com a escola, família e sociedade em geral. Assim sendo aposto no Projeto de Leitura – Leia Comigo, no apoio da família e nas possibilidades que o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação como a internet, os vídeos do you tube, blogs que nos possibilitam interagir e buscar informações, construir aprendizado.
Objetivos
O projeto tem como objetivo, neste processo de alfabetização:
-Despertar o interesse e o gosto pela leitura e aperfeiçoá-la de modo a garantir-lhe o domínio da prática, desenvolvendo as habilidades de interação oral e escrita, buscando no âmbito familiar a parceria adequada que a criança necessita nesta fase de alfabetização;
- Incentivar a prática da leitura no ambiente familiar;
- Resgatar o valor do respeito;
- Formar leitores críticos e reflexivos;
-Promover a discussão acerca da literatura infantil na sala de aula;
-Reconhecer a leitura como fonte de informação, de prazer e de conhecimento;
-Refletir as práticas de leitura no contexto escolar;
-Possibilitar vivências de leitura diversificadas;
-Promover o acesso ao livro como um bem cultural, direito de todo cidadão;
-Utilizar o computador como apoio para o aluno e o professor, fornecendo estímulos audiovisuais, intersociais e lúdicos, motivando o gosto pela descoberta, permitindo através de sua exploração, a construção do conhecimento, aprendendo aquilo que lhes é significativo.
Fundamentação Teórica
Inicialmente, para falarmos em Educação, temos que pensar na leitura, como fator primordial à alfabetização do aluno. Infelizmente no Brasil poucas pessoas possuem o hábito de ler. A leitura como fator educacional, constrói dentro do ser humano, um campo enorme de conhecimento, seja do mundo, como de si mesmo. A leitura é à base do processo de alfabetização e também da formação da cidadania. Ao ler uma história a criança desenvolve todo um potencial crítico: pensar, duvidar, questionar. “Ler é estimulante” (SILVA, 2009).
A nossa escola atual propõe o letramento e alfabetização da criança através do contato com uma gama variada de portadores de texto, com destaque especial aos livros de Literatura Infantil, hoje disponibilizados amplamente pela Internet. A criança, ao ficar inserida nesse contexto, amplia seu mundo letrado rico em significados, desenvolvendo-se como cidadão participativo, mais autônomo e mais consciente dos seus direitos e deveres realizando melhor leitura do mundo que a cerca.
Ao entrar em contato com o universo dos contos de fadas, que segundo BETTELHEIN (2002, p.12) oferece níveis distintos de significado, a criança enriquece sua existência pela diversidade das contribuições possibilitadas por esses contos à sua vida. Ela vai construindo o seu conhecimento da linguagem escrita de maneira prazerosa e interessante.
De acordo com VALENTE, com o computador e a tecnologia digital o aluno interage com os objetos de conhecimento de maneira mais rica. Cabe ao professor, como mediador desse processo, apropriar-se definitivamente destas ferramentas e mecanismos, que são as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), para que o aluno usufrua da diversidade textual contida nas telas, ampliando com isso suas possibilidades de escolhas.
Cronograma
Ações/Tempo
1º Trimestre
2º Trimestre
3º Trimestre
Leitura de pequenos textos; DVD com joguinhos educativos; Cartelas com parlendas; Caderno de desenho.
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Leitura de textos e atividades; Cartelas com ditado recortado; CD com cantigas de roda. Um livrinho de historinha infantil; Caderno de desenho;

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Leitura de pequenos textos;História em sequência; Palavras cruzadas; Gibi; CD com a tabuada cantada; Livrinho de historinha infantil; Caderno de desenho e literatura para o familiar durante os três trimestres.


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Ações
Leituras, histórias contadas, atividades lúdicas, desenho, apresentações, CDs, DVDs, postagens no blog.
Primeiro Trimestre
No 1º trimestre na sacola além do caderno terá os seguintes ítens: um livro montado artesanalmente onde o aluno terá pequenos textos e atividades onde poderá interagir de maneira lúdica, um DVD com joguinhos educativos, cartelas com parlendas para serem lidas e repetidas várias vezes, um caderno de desenho onde o aluno demostrará de forma criativa o que mais o chamou atenção.
Segundo Trimestre
No 2º trimestre na sacola além do caderno terá os seguintes itens: um livro montado artesanalmente onde o aluno terá pequenos textos e atividades onde poderá interagir de maneira lúdica, cartelas com ditado recortado, um CD com cantigas de roda, um livrinho de historinha infantil que depois de lido o aluno deverá escrever no caderno um pequeno comentário sobre a história que leu e um caderno de desenho onde o aluno demostrará de forma criativa o que mais o chamou atenção.
Terceiro Trimestre
No 3º trimestre na sacola além do caderno terá os seguintes itens: um livro montado artesanalmente onde o aluno terá pequenos textos e atividades onde poderá interagir de maneira lúdica, atividade de história em sequência e palavras cruzadas, um gibi, um CD com a tabuada cantada, um livrinho de historinha infantil que depois de lido o aluno deverá escrever no caderno um pequeno comentário sobre a história que leu e finalmente a apresentação da história que leu para os colegas e professora na sala de aula e um caderno de desenho onde o aluno demostrará de forma criativa o que mais o chamou atenção, e para o familiar que o acompanhar terá: receitas, jornal, um livro de literatura durante os três trimestres.
Recursos
Humanos – alunos, pais, professora, monitoras e equipe diretiva.
De uso comum – tecido, material de costura, caderno com pautas, caderno de desenho, cartolina, fita durex, revistas, jornais, gibis, livrinhos de literatura infantil, livros de literatura adulta.
Tecnológicos – CD, DVD, máquina digital, laboratório de informática.
Considerações
Com está disciplina pude perceber a importância das novas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), e que não são meros suportes tecnológicos. Elas têm suas próprias lógicas, suas linguagens com inúmeras possibilidades do uso correto das tecnologias. Bem como a participação efetiva na área da educação e principalmente na execução do mesmo garante uma melhor assimilação, pois quando participamos efetivamente dos projetos conseguimos perceber a importância do que está sendo proposto para estudo. E assim sendo percebemos a aplicabilidade do que está sendo aprendido em nosso dia a dia. E é necessário empenho, dedicação, ação. Quando somos desafiados a questionar, quando nos perturbamos e necessitamos pensar para expressar nossas dúvidas, quando nos é permitido formular questões que tenham significação para nós, emergindo de nossa história de vida, de nossos interesses, nossos valores e condições pessoais, passam a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade.
Referências
SILVA, Cleide C. G. R. da. A Importância da Leitura. Várzea Grande, 2009. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/18110/1/a-importancia-da-leitura/pagina1.html. Acesso em: 12 de Junho de 2009.
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 16ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p.12.
VALENTE, José Armado. Diferentes usos do computador na educação. Disponível em www.proinfo.mec.gov.br/uplad/biblioteca/187 pdf. acesso em 24Out2008.
VIEIRA, Rita Andréia Cipriano, VANIEL, Berenice Vahl. Texto. Ambientes Virtuais de Aprendizagens: uma possibilidade de Aprendizagens Prazerosas no Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.uab.furg.br//file.php/229/AULA_4/artigo_AVA_rita_berenice.pdf. Acesso em 20 de abril de 2011.

Pesquisa sobre as Redes Sociais

 

A internet mudou o rumo da comunicação no mundo inteiro. As conexões a cada dia superam as expectativas previstas, estimulando cada vez mais aos seus idealizadores para que novas ideias sejam projetadas. As pessoas encontram-se na rede, em tempo real, compartilhando informações, construindo conhecimento, fazendo negócios, namorando.
”Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer pessoas – e paquerar, é claro, ou bem mais do que isso. No mês passado, uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que 7,3% dos adultos com acesso à internet fizeram sexo com alguém que conheceram on-line.” (REVISTA VEJA, 2009)
Tudo é encontrado muito rápido e com uma facilidade enorme e apenas com um único clique somos projetados de casa para o mundo inteiro. É em meio às configurações que surgem ferramentas que vão enfraquecer ainda mais o mundo das dificuldades tornando mais fácil e prático o nosso dia-a-dia, seja em casa ou no trabalho. Na internet encontramos diversão, lazer e conhecimento e é nessa sequência de inovações que surgem as redes sociais, utilizadas para as mais variadas intenções. Nesse espaço social há liberdade sobre o que dizer, e foi com esse pensamento que realizei a pesquisa com os alunos/jovens sobre as Redes Sociais mais utilizadas por eles. Ouvi os onze alunos que formam a turma da 8ª série da EMEF ARESMI TAVARES, composta por sete meninas e quatro meninos. Primeiramente pude perceber que todos têm acesso a internet, alguns em casa, na casa de parentes, na lan house, na escola.
 Quando questionados sobre o que eram as redes sociais?, notei que eles não sabiam do que eu estava falando, na sequência citei algumas das redes existentes como: Orkut, twitter, facebook, aí sim, e para minha surpresa todos possuem perfil em cada uma dessas redes e tem até alguns que possuem mais de um perfil. Perguntei: “Qual era o interesse maior em participar dessas redes sociais?” Todos disseram que era para fazer amigo, paquerar, mandar recadinhos e mensagens. Questionei também: ”Que linguagem vocês usam para se comunicarem?” Mencionaram que muitas vezes é complicado se comunicarem de forma normal, temem que possam ser criticado, aí se torna mais fácil usar gíria e até códigos. Quis saber também, “sobre a linguagem que usam nessas redes sociais”, disseram que na maioria das vezes é normal, mas admitem abreviar muitas palavras e em algumas vezes propositalmente escrevê-las errado. Perguntei: “Como que o uso das redes sociais podem contribuir para seu aprendizado de modo geral?” A grande maioria afirmou que contribui principalmente na realização dos trabalhos que muitas vezes já os encontram prontos. Assim, pude constatar que os alunos usam as redes mais para paquerar e não procuram explorá-las para a fim de adquirirem conhecimento.
“As redes sociais podem contribuir na aprendizagem, mas é preciso que na escola haja planejamento para que aconteça uma orientação adequada, “pois os sites de relacionamento, como qualquer tecnologia, são neutros. São bons ou ruins dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu favor” (REVISTA VEJA, 2009).
Referências
Schelp, Diogo. Nos laços (fracos) da internet. Disponível em http://veja.abril.com.br/080709/nos-lacos-fracos-internet-p-94.shtml .
Vaniel, Berenice Vah; Adamatti, Diana; Moraes Maritza. Jornal Educativo: Redes Sociais e a Educação. Disponível em http://www.uab.furg.br//file.php/229/revista/index.html

Leitura, projetos e tecnologia

Buscando tornar evidente a realidade que nos cerca, a fundamental importância e quão útil é a leitura para nosso crescimento intelectual, sabemos que entre tantos problemas pelos quais a educação tende a enfrentar, precisamos citar o desinteresse pela leitura, pelo hábito de ler, com isso entendemos que esta é uma dificuldade nacional. O Brasil é um dos países, estatisticamente falando, que menos produz leitores, os índices são alarmantes quanto ao hábito de ler, mas essa afirmativa poderia ser diferente, e o hábito da leitura, tornar-se-ia uma constante onde essa atitude passasse a fazer parte da rotina do brasileiro. Essa realidade seria claramente modificada se os programas de incentivo a leitura fossem mais abrangentes, onde fossem incentivadas as crianças, os jovens, os adultos, os velhos e que todas as escolas, sem exceção, tivessem um espaço destinado a esse fim, mas com uma estrutura significativa, com um acervo atualizado, ambientes impreterivelmente com pessoas capacitadas que fossem apaixonadas pela leitura e que se comprometessem com “o fazer acontecer” e que assim como o aluno, a família também fosse estimulada com atenção, e condições suficiente para que esse processo se tornasse, não apenas, uma rotina que chegasse a exaustão, mas que fosse uma atividade natural e que viesse a se multiplicar em salas especiais, em parques, avenidas, jardins, hospitais, presídios, expandindo para todos os lugares, se tornando um hábito diário, fazendo com que desde pequenos tenhamos em mãos um livro, um gibi, uma revista, um jornal, enfim algo que nos fosse prazeroso e que nos desse uma visão melhor e mais real da sociedade que nos cerca, para assim não só possuirmos consciência crítica, mas, sermos críticos e construtivos.
Através dos recursos metodológicos que fizeram com que refletíssemos sobre projetos na educação, pude analisar que é em conformidade com as tecnologias, que temos a oportunidade de vivenciar estratégias de aprendizagem que levam nosso aluno a despertar, de certa forma, o interesse pela leitura e pela busca do conhecimento, pois, vivendo em meio ao avanço tecnológico, que nos causa fascínio pela gama de inovações que surgem e proporcionam ao ser humano mais praticidade em todos os aspectos, temos a nítida certeza que o conjunto de informações e de conhecimento tecnológico nos desafia e como profissionais que somos nos preocupamos com a educação e o aprendizado de um modo geral, pois certamente a realidade que se avizinha vem a promover, através das novas tecnologias, grandes transformações na cultura e na educação que vivenciamos no momento, mas na verdade a tecnologia sempre fez parte do nosso dia a dia onde sempre se fez uso sem que percebêssemos o quanto dependíamos dela.
Utilizamos as tecnologias em nosso cotidiano há muito tempo e quase nem percebemos e nem paramos para refletir sobre seu uso, porque já estamos acostumados com ela. (ECO, 2006)
A cada dia surgem novos aparatos tecnológicos, portais educacionais, redes colaborativas, blogs. Esses Ambientes Virtuais de Aprendizagem são recursos pedagógico-digitais, subsídios valiosos e possibilidades para transformar a maneira de ensinar e aprender, mas todo esse avanço tecnológico torna-se desafiador para muitos professores que resistem em colocar em prática todas as possibilidades que as TICs nos oferecem.
É grande a tentação de condenar ou ignorar aquilo que nos é estranho. É mesmo possível que não nos apercebamos da existência de novos estilos de saber, simplesmente porque eles não correspondem aos critérios e definições que nos constituíram e que herdamos da tradição. (LÉVY, 1993, P. 117).
As relações escola, família e comunidade sempre foram marcadas pelo distanciamento. A comunidade não se envolve muito na vida da escola e vice-versa. Observa-se a cada dia o quão é preciso reconstruir o papel da escola perante sua clientela e perante a comunidade na qual está inserida. Essa relação deve ser bastante íntima, inseparável, pois a sociedade, para sobreviver e se transformar necessita da escola e dos indivíduos.
Piaget (1973) considera que “o conhecimento humano é essencialmente coletivo, e a vida social constitui um dos fatores essenciais da formação e do crescimento dos conhecimentos...”. (Piaget, 1973 p. 17).
Mas para que a escola se transforme em sua totalidade, é essencial que a reflexão sobre seu papel seja feito coletivamente. Pensando nisso, o Projeto de Leitura - Leia Comigo surge da necessidade de alternativas para solucionar problemas de leitura, escrita e aprendizado em geral dos meus alunos do 2º ano, também sabemos que a leitura é a porta de acesso à informação pelo indivíduo, e, portanto deve ser uma tarefa compartilhada com a escola, família e sociedade em geral. Assim sendo aposto no Projeto de Leitura – Leia Comigo e no apoio da família para suprir tais dificuldades que encontramos no dia-a-dia, pois segundo Piaget (1973),
“... cooperar na ação é operar em comum, isto é, ajustar por meio de novas operações (qualitativa ou métrica) de correspondência, reciprocidade ou complementaridade, as ações executadas por cada um dos parceiros”. (Piaget, 1973, p. 105).
A leitura de modo geral não só nos fornece instrução, mas é sobre tudo educação, pois é através dela que criamos hábitos de reflexão, análise, concentração, autonomia, sendo que nesta era de mudanças rápidas, para as gerações que estão em sala de aula é essencial manterem-se atualizados e fazerem da leitura mais que um hobby, devemos sim optar por um projeto sério e criativo de incentivo a leitura que venha proporcionar o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da linguagem, a fluência na linguagem oral e escrita, o aumento no vocabulário e a melhora na gramática. A leitura nos permite aprender qualquer assunto, melhora as relações humanas e enriquece os contatos pessoais que facilitam o desenvolvimento de habilidades sociais para melhorar a comunicação e a compreensão, facilita a capacidade de pensar e permite expor nosso próprio pensamento. A leitura é um passatempo que dura uma vida que pode ser desfrutado em qualquer tempo, lugar e circunstância, nos liberta dos males da atualidade como a solidão, a depressão e o consumismo compulsivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
MANTOVANI, Ana Margô. Blogs na Educação: Construindo Novos Espaços de Autoria na Prática Pedagógica - UNILASALLE – Centro Universitário La Salle, Avenida Victor Barreto, 110, CEP 92010-000 – Canoas - Brasil
ECO, Umberto. Da Internet a Gutenberg. Conferência apresentada The Italian Academy for Advanced Studies in America em 12 de november de 1996. Disponível em: <http://www.inf.ufsc.br/~jbosco/InternetPort?.html>. Acessado em 10 set. 2006.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 1993.
ARAUJO, Marcia Santiago de. Construindo conceitos no Ensino Médio para sentir, pensar e atuar no ambiente. Dissertação (Mestrado). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2003.
SANTOS, Maria de Fátima do Prado dos. Um olhar sobre a avaliação e suas possibilidades na metodologia dos Projetos de Aprendizagem. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2006.
SOARES, Joana Beatriz Figueiredo. Projetos de aprendizagem nos anos iniciais: construção de saberes e prática da competência comunicativa. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2007.
REIS, Leila Pereira dos. A Geografia no contexto dos Projetos de Aprendizagem do Ensino Fundamental. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2007.
PIRES, Luci Maria Leal. Vivenciando a implantação do Projeto Escola – Comunidade – Universidade em uma comunidade escolar. Monografia (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2006.
SILVA Sônia Mara Gil da. Educação Infantil: relato de experiência em Projetos de Aprendizagem. (Especialização). Rio Grande: Universidade Federal do Rio Grande, 2008.
PIAGET, J. (1973) Estudos sociológicos. Rio de Janeiro: Forense.

REFLETINDO SOBRE UNIDADES DE APRENDIZAGEM E A SELEÇÃO DE TEMAS SIGNIFICATIVOS




Para uma melhor compreensão do tema em questão, irei a priori tecer considerações sobre as imagens do livro “A Vida na Escola e a Escola da Vida” de autoria de Claudios Ceccon, Miguel de Oliveira e Rosiska de Oliveira.
Estas imagens nos remetem a uma situação de opressão onde na escola “o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil, sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade” (PAULO FREIRE, 1968) sendo assim, o pensador nos propõe que “as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar”. Essa nova maneira de atuarmos liberta-nos do estilo tradicional, pois estávamos arraigados ao mundo de posições rígidas e autoritárias, dando espaço ao trabalho “a partir da construção coletiva, em grupo de professores, de unidades de aprendizagem.” (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008).
Abordando os temas significativos sabemos que estes são necessários para que principalmente o aluno se sinta motivado o suficiente para então participar com entusiasmo, Pozuelos (1997) ressalta que é relevante esclarecer quais são as idéias da equipe de professores em relação ao tema, que obviamente serão diversas. Entendemos que a riqueza da unidade de aprendizagem se faz quanto mais explicitado estiver o conhecimento inicial de todo o grupo, pois a diversidade vai facilitar o diálogo, a argumentação, a pesquisa.
Segundo GALIAZZI, GARCIA e LINDEMANN “Elaborar Unidades de Aprendizagem [...] pode ajudar a superar o planejamento sequencial como réplica oferecida nos livros didáticos, da mesma forma que pretendemos dialogar dialeticamente com as formas atuais de entender a estruturação de um currículo”.
Quanto a organização dos conteúdos eles aparecem, mas não numa sequencia; GALIAZZI, GARCIA e LINDEMANN dizem ao discordar desse compromisso tácito, propomos fazer unidades de aprendizagem como modo de contar uma história diferente. História em que nós, professores, ao escrevê-la por outros caminhos, nos tornamos os próprios autores. Essa história, no entanto, não despreza os livros didáticos, dialoga com eles e com tantos outros, agrega, sintetiza, amplia diálogos teóricos e práticos, e nisso vai configurando um professor, e, melhor ainda um grupo, com competência profissional para mudar a escola.
Falando no planejamento sabemos que este é imprescindível a fim de que possamos desenvolver todas as atividades com êxito, pois um planejamento é geralmente descumprido em função da riqueza de acontecimentos na sala de aula e seu entorno sociocultural. (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008)
A respeito das avaliações elas devem ocorrer durante todo o tempo de desenvolvimento das unidades de aprendizagem e devemos “estar atento aos sinais que emergem na prática da sala de aula e que podem indicar os limites e as possibilidades do trabalho desenvolvido. Para isso, o registro das impressões da aula, os trabalhos dos alunos em forma de portafólios, a avaliação do grupo podem fornecer dados para uma avaliação mais sistemática e fundamentada da unidade. (GALIAZZI, GARCIA, LINDEMANN, 2008).

Referências bibliográficas
ROMÃO, José Eustáquio; Paulo Freire - O mentor da educação para a consciência. Disponível em:  http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml. Acessado em: 14 de outubro de 2010.
GALIAZZI, Maria do Carmo; GARCIA, Fabiane Ávila; Construindo caleidoscópios: organizando Unidades de Aprendizagem. Disponível em: <http://www.remea.furg.br/mea/remea/vol9/aut5art9.ppdf>. Acessado em: 13 de outubro de 2010.